O mundo avança para uma hiperinflação generalizada?

O mundo avança para uma hiperinflação generalizada?

De acordo com a Revista The Economist, o avanço da inflação é tão grande e importante que é preciso que a Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos estabeleça imediatamente políticas específicas a respeito.

https://www.economist.com/leaders/2021/04/17/the-fed-should-explain-how-it-will-respond-to-rising-inflation (The Fed should explain how it will respond to rising inflation -ou- o Banco Central dos Estados Unidos deveria explicar como responderá à crescente inflação).

Gazeta Revolucionária há vários anos que está apontando que a crise de 2008, e que ainda não se fechou, marca uma etapa do capitalismo devido à impossibilidade de colocar em pé uma política estrutural para sair da crise, tal como o fez na década de 1980 para fechar a crise mundial de 1974.

Houve muitas dúvidas entre a esquerda sobre o caráter desta crise, que nós caracterizamos com a maior crise capitalista da história. Há pouco mais de dois meses que o Financial Times o confirmou.

A saída capitalista para esta crise é uma grande destruição de forças produtivas, ainda maior da que acontece hoje, e implica numa grande guerra.

O grande problema da crise atual é o volume apocalíptico de capitais especulativos que representam um componente central para a reprodução ampliada do capital e a realização dos lucros.

O fato da esquerda referendar o que a grande imprensa burguesa publica para elaborar análises centrais revela a fortíssima pressão da pequena burguesia sobre o que restou da esquerda. Sobre a “esquerda” oficial reforçamos que pulou as trincheiras totalmente para o campo da direita neste último período.

Por que hiperinflação?

O capitalismo tem sido atingido pela pior recessão da história mundial. A recessão tem atingido em cheio todas as principais economias. 

Os “anabolizantes” da injeção de dinheiro podre na economia, com o objetivo de salvar os lucros dos monopólios, têm funcionado como uma espécie de combustível adulterado. As engrenagens do capitalismo mundial estão engasgando.

Somente desde o início da pandemia, nos Estados Unidos foram repassados mais de US $10 trilhões (o equivalente a 6 anos do Brasil) aos grandes capitalistas.

Se trata de dinheiro podre, sem lastro produtivo.

A demanda tem caído enquanto os mercados têm sido inundados de mercadorias. Os gigantescos investimentos, para os quais foram direcionados crescentes volumes de capitais, provocaram a disparada da produção que agora não encontra saída, principalmente na China, Ásia e em outros mercados emergentes. Os estoques estão superlotados, com dificuldades para controlar os preços nos níveis requeridos pelo capital, obrigando a baixar os preços para desovar os estoques. Esse seria um componente da “deflação” que acontece em todos os setores da economia.

A propaganda da imprensa burguesa gasta rios de tinta para tentar ocultar os gravíssimos problemas que corroem o sistema capitalista. A inflação e o desemprego atuam como um câncer que coloca em movimento as massas trabalhadoras. Por esse motivo, é justamente sobre essas duas questões que as manipulações estatísticas são realizadas com maior intensidade.

A propaganda da imprensa burguesa nos países desenvolvidos tenta ocultar o aumento dos repasses de recursos públicos aos grandes capitalistas.

O grau de parasitismo do capitalismo é enorme. A dependência do estado é absoluta. E não teria como ser diferente. Somente a especulação com os chamados derivativos financeiros supera em cerca de 30 vezes o PIB mundial, que já é bastante parasitário.

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