PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE VÊ

PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE VÊ

por Marchesano

Mesmo sabendo de todas as implicações envolvendo as vacinas e que estas se encontram em fase experimental, ademais, que ninguém pode ser constrangido a se medicar ou a se vacinar enquanto não houver comprovação científica sólida, partidos de eXquerda defendem, ao lado da grande burguesia, a aprovação de medidas para a criação da [Lei Marcial Médica].

As políticas defendidas em torno da questão da Covid-19 por alguns dos principais partidos de eXquerda, PT – PSOL – PCdoB, caminham na contramão do Código de Nuremberg, da Declaração de Helsinque, da Lei 10046/2002 (Código Civil) e de qualquer debate político democrático.

Com a desculpa de estarem defendendo a democracia contra o perigo fascista, esses partidos são cúmplices dos atuais experimentos nazifascistas que vêm sendo aplicados sobre os trabalhadores e seus familiares. Portanto, cúmplices também da Lei Marcial Médica, a qual está suspendendo em ritmo acelerado as liberdades fundamentais das pessoas: [direito de ir e vir e de reunião, acesso à informação, liberdade de expressão (intelectual, artística, científica e comunicacional) e de consciência, o livre exercício de qualquer trabalho].

  1. Se os vacinados têm tanta confiança na eficácia das vacinas, por que eles temem os não vacinados?
  2. Se as vacinas salvam, por que mais de 17 mil pessoas que tomaram a segunda dose morreram vítimas da Covid-19 no ano de 2021?
  3. Se as vacinas funcionam por que continuamos a temer as novas variantes (Delta, Ômicron, Flurona)?

Em nome da “ciência” se nega a Ciência. Sem apelar para Marx, utilizo dessa vez como prova do meu argumento um autor que a grande burguesia adora citar, Karl Popper – o positivista lógico. Popper sempre defendeu que os critérios científicos só podem ser validados se seguirem os critérios de falseabilidade.

Isto é, as teorias que não oferecem possibilidade de serem refutadas por meio da experiência devem ser consideradas como MITOS, não como ciência. Dizer que uma teoria científica deve ser falseável empiricamente significa dizer que uma teoria científica deve oferecer possibilidade de refutação – e, se refutadas, não devem ser consideradas.

“A meta da ciência é falsificar teorias  e substituí-las por outras melhores, que  demonstrem maior possibilidade de serem  testadas” (A. F. Chalmers. O que é ciência afinal? pág. 87).

Deste modo, segundo Popper, em vez de se preocupar em provar que uma teoria é verdadeira, os cientistas devem se preocupar em provar que ela é falsa. Quando a teoria resiste à refutação pela experiência, pode ser considerada comprovada.

  1. Assim sendo, por que raios os teóricos da Covid-19 (Atila Iamarino, Natália Pasternak, Luana Araújo entre outros) não seguem os critérios da falseabilidade? Seria a teoria de Karl Popper ultrapassada ou a ciência das vacinas não resistiria aos duros critérios científicos de experimentação e falseabilidade?
  2. Por que Nise Yamagushi, Anthony Wong, Renato Cassol entre outros não puderam e nem podem se expressar?

A única refutação “científica”, expressa pela grande mídia e replicada pela eXquerda, direcionada a todos aqueles que se ‘opõem’ à Lei Marcial Médica da grande burguesia está baseada, única e exclusivamente, em argumentos ad hominem.

Esses argumentos procuram negar uma proposição com uma crítica ao seu autor e não ao conteúdo da crítica – “Ataca-se a pessoa que apresentou um argumento e não o argumento que apresentou. A falácia ad hominem assume muitas formas. Ataca, por exemplo, o carácter, a nacionalidade, a raça ou a religião da pessoa. Em outros casos, a falácia sugere que a pessoa, por ter algo a ganhar com o argumento, é movida pelo interesse”.

Um exemplo concreto pode ser visto no negacionismo vendido como teoria anti-ciência, criado pela mídia corporativa e pela eXquerda para reduzir a prática política a julgamentos morais e psicológicos do comportamento de Bolsonaro. Desse modo, a política deixa de ser a clara manifestação da luta de classes para transformar-se num palanque de julgamentos sobre a personalidade e o caráter do presidente e sua base de apoio. 

Em suma, o negacionismo não é sinônimo de anti-ciência, e sim de anti-política. Ele está servindo para blindar a exploração praticada pelo sistema financeiro e para paralisar toda ação política dos trabalhadores. Bolsonaro como negacionista é uma mercadoria da mídia corporativa e da eXquerda para persuadir as emoções, atitudes, opiniões e ações da classe trabalhadora e da juventude, a fim de afastá-los dos debates políticos essenciais.

  1. Quem, em nome das finanças transnacionais, promulgou a Lei 13.979 de Fevereiro de 2020 para “enfrentamento da Covid-19” no Brasil? Não foi o Bolsonaro?

É aqui que se manifesta a dificuldade de projetar uma política revolucionária independente e classista. A grande burguesia, com apoio da mídia, criou um campo político extremamente ardiloso, cheio de iscas para capturar e enfraquecer a vanguarda revolucionária. 

Veja: Se ela se colocar imediatamente contra as vacinas experimentais, logo será taxada de negacionista, antivax, obscurantista entre outros adjetivos, com vista a desmoralizá-la. No entanto, se a vanguarda se calar diante dos horrores perpetrados pelas grandes indústrias farmacêuticas, será cúmplice ao lado da eXquerda. 

Então – o que fazer?

Devemos nos posicionar em defesa da liberdade para todas as tendências políticas, incluindo nossos próprios inimigos irreconciliáveis. Se assim não for, continuaremos a alimentar as formas monstruosas totalitárias da burguesia que só são capazes de manter-se em funcionamento por meio de uma guerra civil oculta.

Nas condições do regime burguês, toda supressão dos direitos políticos e da liberdade, não importa a quem sejam dirigidos no início, no final inevitavelmente pesa sobre a classe trabalhadora, particularmente seus elementos mais avançados. Essa é uma lei da história. Os trabalhadores devem aprender a distinguir entre seus amigos e seus inimigos de acordo com seu próprio julgamento e não de acordo com as dicas da polícia (Trotsky, 1939).

A defesa das garantias democráticas é uma questão tática para os revolucionários, sem a qual não haverá espaço para pautarmos uma política revolucionária. O que agora recai sobre os ombros de nossos inimigos como farsa recairá amanhã sobre os nossos como tragédia. Isto é, toda a falsa perseguição direcionada a Bolsonaro e à sua base tem como objetivo final eliminar as liberdades políticas e civis dos trabalhadores.

Temos que desarmar essa bomba relógio. Observe como a bomba é projetada para encurralar a vanguarda política dos trabalhadores:

  • Enquanto a extrema-direita/MEC, por meio de despacho, proíbe a exigência e comprovação da vacinação nas universidades públicas federais a ex-querda se coloca contra tal posicionamento conclamando que o – Andes-SN, Fasubra, Sinasefe, UNE, ANDIFES, SBPC e todas as entidades afins, junto com partidos comprometidos com a democracia e os movimentos sociais, devem estar irmanados na unidade de ação pela derrogação do inacreditável Despacho [grifo meu].
  • Enquanto a extrema-direita/Ministério do Trabalho, por meio de uma Portaria, proíbe que as empresas exijam comprovantes de vacinação para contratação ou manutenção do trabalhador a ex-querda se coloca contra, considerando ser esse um ato – infeliz e objetivamente em favor da disseminação da Covid-19 no denominado mundo do trabalho em nosso país […] iniciativas como estas somente contribuem para prejudicá-lo [o mundo do trabalho] ainda mais, sobretudo o meio ambiente do trabalho e a proteção à saúde e segurança do empregado.

Enquanto a eXquerda movimenta-se em prol da aplicação da Lei Marcial Médica, o ministro Onyx Lorenzoni defende a Portaria com as seguintes palavras

Vacinar ou não é uma decisão pessoal. Existem métodos como a testagem, as campanhas de incentivo, mas a discriminação não pode ser aceita. O Governo Bolsonaro seguirá defendendo as liberdades individuais e as normas constitucionais de proteção do trabalho [grifo meu].

Não estou aqui na função de árbitro. Tampouco quero pintar a extrema-direita com verniz das liberdades democráticas. Por questões táticas e estratégicas, coloco que nós revolucionários devemos defender as liberdades democráticas para todas as tendências políticas. Com isso, não devemos nos esquecer que a relação entre a extrema-direita e a eXquerda se dá de modo REPULSIVO-EXCITATÓRIO. Isto é, são tendências aparentemente contraditórias que em essência se complementam.

  1. Isto posto, não seria correto afirmar que o cientificismo da eXquerda e o negacionismo da extrema-direita são lados diferentes da mesma moeda e que ambos operam em prol da grande burguesia?

Em “defesa” da democracia a grande burguesia apressa-se em construir um regime de exceção às avessas. Numa cruzada “contra” o nazifascismo a eXquerda colabora para a constituição da Lei Marcial Médica que elimina as garantias civis e políticas dos trabalhadores. 

Em termos de prática política, qual a diferença entre os médicos a serviço do nazismo e a eXquerda?

O Código de Nuremberg, formulado por juízes estadunidenses, foi usado para julgar os médicos nazistas. Na ocasião da construção do Código de Nuremberg os juízes alegaram que o Estado Nazista ordenara que os médicos realizassem experimentos no campo de concentração de Dachau para determinar como proteger e tratar melhor os soldados e aviadores alemães. Os que assim procediam argumentaram que os experimentos foram necessários na medida que o “bem do Estado” tem precedência sobre o bem do indivíduo.

  1. Não estamos vivendo tempos semelhantes onde crianças, jovens e velhos são colocados como cobaias das grandes indústrias farmacêuticas em nome do ‘Bem Maior’? 
  2. Muitos médicos não estão sendo obrigados a promover uma cruzada sanitária? 
  3. Não estão as grandes indústrias farmacêuticas ligadas ao complexo industrial-financeiro-militar dos Estados Unidos?
  4. Tudo isso em nome de quem? Da ciência?

Não havemos de esquecer que toda forma de Estado não está suspensa no ar. O Estado sempre será o comitê da classe dominante vigente. Assim foi outrora com as formas teocráticas, clânicas, escravistas, feudais de Estado.

  1. O que mudou das antigas formas para os atuais estados nacionais? A classe dominante e o modo de produção. Hoje o Estado fala em nome da grande burguesia para a extração contínua do MAIS-VALOR.

Em nome do ‘Bem Maior’ a burguesia, por meio dos Estados Nacionais, assalta uma vez mais a classe trabalhadora. Além de arrancar todas as riquezas materiais de nossas mãos, ela arranca nossas crianças, jovens e velhos.

  1. Serão nossas crianças os novos porquinhos da índia de Bill Gates?
  2. Há sentido em vacinar crianças em nome da ciência e do bem-maior quando os cuidados mais elementares lhes são negados?
  3. Se o grande objetivo da vacinação infantil contra a ameaça da ‘Covid-19’ é a melhora social, por que tal objetivo não ecoa na educação e saúde?
  4. Há sentido em vacinar crianças que são obrigadas a se alimentar nos lixões e a viver em barracos de madeira à luz de vela?
  5. Qual o sentido em vacinar crianças de 5 a 11 anos quando a principal causa de morte nessa faixa etária é a fome, a falta de água e saneamento?
  6. Depois de vacinar as crianças da faixa etária acima, qual o próximo passo? As crianças de 0 a 4 anos?
  7. A grande soma de dinheiro transferida dos Estados Nacionais para os capitalistas devido à “emergência pandêmica” seria uma possível resposta a essas perguntas?

São questões como as acima colocadas que os capitalistas querem evitar, porque se assim fosse permitido a teoria das vacinas não resistiria a dois ataques quaisquer. Temendo esse risco, em nome da ciência todos devem ser silenciados.

  1. Há melhor tática para a propagação e manutenção do silêncio do que a política do distanciamento social?
  2. Se o propósito do distanciamento social é conter o avanço do vírus, por que tal política não alcança os vagões da CPTM e do Metrô assim como os corredores dos ônibus coletivos?

A existência do vírus da Covid-19 é um fato. No entanto, não podemos nos curvar diante da política dos reais responsáveis por esse desastre social. As políticas de enfrentamento a Covid-19 e a futuras epidemias e pandemias devem ser decididas pelos conselhos populares, formados pelo conjunto dos trabalhadores, juventude e agentes comunitários de saúde.

Pela liberação imediata de todos os documentos relacionados à aprovação das vacinas!

Pela quebra das patentes!

Pelo fim dos segredos comerciais!

Não à obrigatoriedade vacinal!

Pela defesa da autonomia popular!

Pela imediata formação de conselhos populares para a implementação de políticas de enfrentamento a COVID-19 e a futuras epidemias e pandemias!

Não à obrigatoriedade vacinal de crianças e adolescentes!

Não ao passaporte vacinal!

Não à Lei Marcial Médica!

Não às Bigs Farmas!

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2 comentários em “PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE VÊ”

  1. Muito bons o artigos e reportagens publicados aqui. Estou recomendando e postando links em comentários que faço noutros blogs

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    • Obrigado companheiro, se vc escreve ou quer escrever materiais pode entrar em contato também, temos uma coluna aberta para a participação de outros grupos!

      Juntos somos mais fortes!

      Responder

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