O imperialismo parte para “o tudo ou nada”

O imperialismo parte para “o tudo ou nada”

(Matéria publicada originalmente em janeiro de 2019)

A escalada da agressão imperialista na América Latina tem como pano de fundo o aprofundamento da crise capitalista mundial. Hoje vivemos a maior crise capitalista de todos os tempos. O colapso de 2008 não se fechou, apenas foi controlado por meio de rios de recursos públicos. A partir de 2012, os sintomas se tornaram evidentes e recrudesceram a partir de 2016.

Os mecanismos de contenção têm se enfraquecido de maneira acelerada. O endividamento público e o das empresas disparou. Os investimentos produtivos industriais desapareceram, gerando o desemprego crescente e crônico. As contradições intercapitalistas escalaram. Os Estados Unidos aplicaram sanções até contra a Alemanha e ameaçam aplicá-las contra a Inglaterra, caso ela não rompa com a União Europeia.

A China, que tem cumprido o papel de locomotiva do mundo, encontra-se encurralada pelas próprias contradições internas, o que a obriga a disputar o mercado mundial nos setores mais sensíveis para o imperialismo. Os dois programas principais da burocracia burguesa chinesa, o Made in China 2025 e o Novo Caminho da Seda, batem de frente com a hegemonia do imperialismo norte-americano e começaram a criar problemas para as demais potências imperialistas e algumas das principais potências regionais, como a Índia.

As análises que os mestres do marxismo nos legaram conservam grande atualidade. As leis do capitalismo, explicadas por Karl Marx em O Capital, e a caracterização de Vladimir Ilich Lenin sobre a etapa superior e última do capitalismo, o imperialismo, não somente não têm desaparecido, mas têm se exacerbado e ameaçam implodir as estruturas. A classe operária, longe de ter desaparecido conforme prega a propaganda imperialista, representa a maioria da população mundial.

A globalização, a chamada “quarta revolução industrial”, o desemprego crônico, a recessão que tende a se generalizar, o parasitismo financeiro em crise. Todos esses fenômenos novos da época atual simplesmente mostram o aumento das contradições em todos os âmbitos da sociedade, por causa dos entraves da propriedade privada sobre o alto grau de socialização dos meios de produção. 

O mundo está sendo direcionado para uma guerra em largas proporções pelo grande capital porque essa é a única “saída” capitalista à crise. A caracterização de Lenin de que o imperialismo é a etapa de guerras e revoluções, contrarrevoluções e levantes operários e de massas, têm hoje mais atualidade do que nunca.

A América Latina no eixo da crise capitalista mundial

O imperialismo norte-americano enfrenta a maior crise da sua história na Ásia, no Oriente Médio, na Europa e na África. Agora tenta se fortalecer na América Latina, o seu quintal traseiro, com o objetivo de buscar novos voos e impor uma nova divisão do mercado mundial por meio de uma guerra muito sangrenta, que destrua violentamente as forças produtivas e, por meio da reconstrução, dê um novo fôlego ao capitalismo decadente. Com esse objetivo precisa apertar as garras contra a Venezuela, onde as tendências revolucionárias ameaçam contagiar toda a região. O colapso do chavismo pode desatar a revolução social.

Para controlar a Venezuela, o imperialismo precisa destruí-la primeiro, aplicando a mesma política que aplicou na Líbia e na Síria. Por meio do aperto econômico, que já adquiriu a caraterística de declaração de guerra, há a busca por um racha nas Forças Armadas Bolivarianas que possibilite a criação de um “Exército Venezuelano Livre”, marionete dos Estados Unidos e que possa favorecer uma invasão externa.

A Venezuela representa apenas a ponta de lança de uma política muito mais agressiva rumo a uma nova guerra mundial. O imperialismo precisa controlar a ferro e fogo toda a América Latina por meio de ditaduras ferozes.

Os revolucionários devem se mobilizar rapidamente na defesa da Venezuela e de toda a América Latina da crescente agressividade imperialista, que está passando da guerra híbrida (agressão militar sem tropas) para a guerra aberta. É preciso criar comitês de defesa da Venezuela em toda a América Latina e no mundo. Organizar campanhas ativas e militantes. Denunciar os próprios agressores, principalmente na Colômbia, nos Estados Unidos e no Brasil. É preciso organizar frentes operárias pela base para lutar contra os ataques colocados contra os trabalhadores. É preciso fundar partidos operários revolucionários.

Fora o Governo Bolsonaro e o golpe militar!

Fora Imperialismo da América Latina!

Levante ! Organize-se! Lute!
A hora de Lutar é Agora!

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