WALLMAPU [território Mapuche]: Comunicado Público da Comunidade em recuperação de Lob Chenke Pitril

A China poderá ultrapassar os Estados Unidos sem uma guerra?

O desenvolvimento da situação política mundial é realmente muito crítica por causa do aprofundamento da crise mundial. Por esse motivo, precisamos fazer avaliações objetivas/ científicas, evitando os achismos.

O problema fundamental, que deve ser o ponto de partida das análises: esta é a maior crise da história do capitalismo. E de acordo com o Financial Times, um dos grandes observatórios da especulação financeira, é a maior crise mundial desde 1709 quando a Inglaterra ainda era um país agrário.

O grande capital precisa sair da crise e usará tudo o que puder com essa finalidade. E aliás, é isso o que já está fazendo.

O capitalismo não tem uma política econômica para resolver o centro do problema que é como manter o capitalismo funcionando com o obsceno volume de capitais fictícios (especulativos) que agora fazem parte da reprodução ampliada do capital e da taxa média de lucros mundial. 

Por esse motivo, a burguesia aplica uma política militar. O mundo hoje está militarizado e se encaminha (não sabemos quando) em direção a uma guerra importante, ou várias guerras. Com esse objetivo, a burguesia precisa da pacificação da sociedade e por isso, endurece os regimes políticos.

Em cima da pressão para descarregar o peso da crise sobre os trabalhadores e os povos, há vários pontos de explosão social e revoluções, principalmente na América Latina.

Pontos a considerar sobre a fortaleza da China

As grandes empresas imperialistas também estão na China. A economia mundial está globalizada. Essas empresas ultra produtivas estão em todos lados; elas dominam o mercado mundial. Esta é a etapa final do capitalismo, o imperialismo, que é a fusão do capital industrial com o capital financeiro.

Ainda, a principal potencia industrial não é a China, mas o Japão e a Alemanha, que são imperialismos consolidados e bastante controlados pelos Estados Unidos, o que não implica que não hajam contradições, algumas bastante importantes. Afinal o capitalismo implica no vale tudo dos lucros.

A China reúne condições importantes, tais como o número de habitantes, a extensão territorial e que se trata de uma potencia militar.

A China não controla a especulação financeira ou a tecnologia ou as patentes.

É possível dominar o mundo sem uma guerra?

Nenhuma potência tem se convertido na potência dominante na história da Humanidade a não ser por meio de uma vitória militar.

O Império Romano foi derrotado em várias batalhas principalmente a partir do século III, e foi entrando em decadência.

O Império bizantino caiu quando os turcos tomaram Constantinopla em 1453. O Império Bizantino tinha se tornado muito fraco e tinha perdido territórios; a sua força baseada em alianças mercenárias e contratos cavaleiros feudais se encontrava em franca decadência.

Em outras palavras, um enorme enfraquecimento conduz à derrota militar e política. A guerra é a política por outros meios, nas palavras do grande estrategista militar prussiano Carl von Clausewitz.

Uma parte da “esquerda” oficial (bolsonarista) e de “esquerdistas” oficiais é que a China irá tomar o lugar dos Estados Unidos por meios pacíficos, na conversa.

Os Estados Unidos iriam abandonar, supostamente, o controle do mercado mundial, simplesmente pelo colapso do dólar ou por causa da crise.

Na realidade, se o dólar e a economia colapsarem, os ianques têm 850 bases militares no mundo todo, além da CIA e mais 15 agências de inteligência e assassinos atuando em todo o mundo etc.

O imperialismo irá inevitavelmente à Guerra para manter o controle do mercado mundial. A burguesia em crise não duvidará de ir a uma guerra nuclear se preciso for.

O imperialismo norte-americano é uma super potência ofensiva. A China e aliados aplicam uma política defensiva até porque até o momento são mais fracos. Para se tornarem dominantes precisam derrotar os Estados Unidos, pelo menos indiretamente como aconteceu com a Inglaterra após a Segunda Guerra Mundial.

Se estudarmos os manuais do Pentágono e da CIA vazados pelo Wikileaks, poderemos entender um pouco sobre como a burguesia imperialista pensa e atua.

A crise impulsiona a guerra e as revoluções

A crise atual, disfarçada de pandemia, é a continuidade da crise de 2008. E o que os “analistas” também não dizem é que o imperialismo está aplicando uma resposta militar a essa crise. O mundo está militarizado, rumo a ditaduras cada vez mais ferozes

O mundo é uma totalidade. A questão monetária, a crise do dólar, por exemplo, é um problema (uma parte do conjunto), mas deve ser avaliada em relação ao todo, com seu componentes, em evolução contraditória.

A crise do capitalismo é do sistema capitalista mundial, de conjunto. E afeta também a China e a Rússia; embora isto seja negligenciado por alguns analistas

A China se desenvolveu muito, mas está longe dos Estados Unidos. Para tomar seu lugar deve derrota-los militarmente.

Comparemos as três bases chinesas no exterior com as 850 dos norte-americanos, a CIA e os demais serviços operando em todos os países. Ou as chamadas multinacionais.

Achar que o mercado mundial pode ser dividido “na conversa”, “na boa”, e que o imperialismo, principalmente o norte-americano, irá abrir mão da sua dominação, é pelo menos inocência. Se a avaliação for mal intencionada é “lulismo” 2021 mórbido, o do Lula como militante importante do Grupo de Puebla, que é teleguiado pelo imperialismo.

O próprio fato do Lula ter entrado em cena novamente só pode ter como objetivo conter os protestos populares contra o massacre do povo, dado o grau de decadência da “esquerda” oficial e da máfia sindical. A intelectualidade “esquerdista” oficial chegou ao cúmulo de ter pedido a invasão do Brasil, o que equivale a repetir o que ocorreu no Iraque, na Líbia e na Síria. 

Alguns desses “esquerdistas” estão levantando a hipótese de que Lula estaria supostamente, em complot com a China e Rússia. Isso é evidente que é falso. Mas se fosse verdadeiro e fosse para a ONU e fosse aprovado o envio de tropas para o Brasil, pelo Conselho do Segurança, com votos da Rússia e China, seria o fim do Brasil como país unificado. Uma parte seria ocupada por tropas da ONU, controladas pelos Estados Unidos e outra ocupada por China e Rússia.

Mesmo na época que a China era dirigida por um partido medianamente revolucionário, na época de Mao Tse Tung, a China seguia uma política de alianças espúrias para defender os próprios interesses. Por exemplo, quando a China ainda se declara comunista, manteve relações com Pinochet, e durante o massacre de 1973, não permitiu que militantes maoístas se refugiassem na Embaixada da Chinesa. Isso acontecia enquanto a URSS mantinha boas relações com o General Videla e depois Guartiere, durante o massacre que a Junta promovia na Argentina.

Um novo amanhecer na América Latina 

Dentro do “estado de choque 2.0” generalizado, o que anima é que a contrarrevolução anda de mãos dadas com a revolução. Desta crise do capital (que não implica em que a burguesia seja mais boazinha, muito pelo contrário) é que surgem os protestos, as revoltas e as revoluções. E a A.L. está na linha de frente no momento, apesar da pandemia, como semi disfarce da crise capitalista, e contra ela.

Na França, também há havido importante manifestações, mas a bala na agulha do imperialismo para conte-las é muita maior que na América Latina, que se encontra hiper apertada pela sanha do imperialismo, principalmente o norte-americano.

As recorrentes manifestações importantes no Chile e no Haiti são testemunhas dessa afirmação, assim como outras manifestações mais pontuais que têm estourado em vários países.

O dever dos verdadeiros revolucionários passa por se organizar para defender as bandeiras da luta revolucionária. Os povos irão se levantar inevitavelmente e precisamos estar bem preparados para orienta-los. 

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