O grosso dos votos da nova geração foram para o Biden. Isso devido a ajuda da propaganda contra o Trump de que seria fascista e racista. Biden recebeu o voto anti-Trump.

Quem e como venceu as eleições nos Estados Unidos

Os grandes capitalistas impuseram a vitória do Partido Democrata (PD) nas eleições nos Estados Unidos.

Até houve uma aproximação entre os chefões do PD e do Partido Republicano (PR) para impor os resultados a mando dos super grandes capitalistas.

Em junho de 2020, foi criado o TIP (Transition Integrity Project ou Projeto de Transição Integral) com o objetivo de evitar uma grande crise devido a enorme pressão para derrotar o Trumpismo.

Para convencer a Donald Trump há os vários processos contra ele, que podem ser freados ou avançados.

Os Republicanos continuam com a maioria no Senado.

Os ataques contra o Trumpismo foram enormes. A campanha da grande imprensa foi gigantesca. O Covid-19 gerou o colapso da economia. Houve o estouro na rebelião popular, que foi espontânea e posteriormente, o PD tentou direciona-la contra Trump por meio das organizações sociais que controla.

A campanha contra Trump apresentando-o como um fascista, homofóbico e missôgeno foi gigantesco. E não que não o seja.

Houve muitos influenciadores apoiando o Trump

Mas o controle do PD se encontra nas mãos de reacionários ainda piores que o Trump. As famílias Clinton, Obama e vários conhecidos falcões o controlam. Agora em aliança com os desafetos de Trump no PR, como a família Bush, Mitt Romney e outros.

O PD incentivou o votou pelo Correios por causa do Covid. Eles tiveram quase 100 milhões de votos assim.

Houve muitas denuncias de fraude contra Trump. Votos de pessoas mortas ou em locais não correspondentes. Foram achados muitos votos no Trump na lata de lixo.

Há denuncias importantes de que todos os votos estiveram sob controle do Homeland Security, que por meio de empresas subcontrataram a impressão dos votos. Todos os votos estariam encriptados e com uma marca de água usando block-chain, o que facilitaria muito a fraude. Mas a possibilidade de fazer uma recontagem é muito difícil.

Não se viu uma enxurrada de ações jurídicas do PR. Tudo ficou em paz.Os republicanos ligados a Bush estão rachados com Trump. Também o está Mitt Romney. Os Republicanos “Trump Nunca Mais” infiltraram-se completamente na matrix Democrata.

Muitos eleitores de Bernie Sandern, incentivados por ele, votaram no Biden, tal como o tinham feito em Hillary Clinton em 2016, porque seria o menor dos males.

O grosso dos votos da nova geração foram para o Biden. Por um lado pela propaganda contra o Trump de que seria fascista e racista. Biden recebeu o voto anti-Trump.

As pessoas mais velhas, com mais de 65 anos quase não compareceram a votar. Sim o fizeram na Florida, mas não no Arizona por exemplo, que também é um paraíso de aposentados e baby boomers.

A reviravolta na Georgia, a favor do PD, foram eleitores negros jovens dos subúrbios, apesar de não ter acontecido em outros locais do Meio-Oeste.

Em Wisconsin, onde há muitos desempregados os votos do Biden foram estranhos. Há quatro anos tinham votado em massa em Trump. O mesmo aconteceu em Michigan.

O fascismo nos Estados Unidos

Trump lidera um movimento de massas fascista, que conta com milícias de extrema direita armadas.

Trumpismo está assentado como um movimento de massas que irá ainda se fortalecer. Eles têm mais de 70 milhões de votos, o maior contingente eleitoral dos Estados Unidos.

O grande capital se vale do fascismo para controlar os aparatos do estados.

Mas uma vez que os controlou tende a descartar o movimento de massas fascista e se valer dos aparatos burocráticos. Foi o que até Adolf Hitler fez com as SAs, a partir do golpe da Cervejaria de Munich em 1936, e passou a se apoiar nas institucionais SS.

Sob a pressão dos grandes capitalistas, predominou a política de buscar uma saída concreta para a crise

Para faze-lo o regime político de conjunto ficou afetado. O fascismo trumpista ainda deverá se manter e crescer. Em contrapartida, o PD, e o PR nos bastidores, manterá o ainda fortalecerá os movimentos em suposta “defesa das minorias”.

Os grandes capitalistas não precisam usar um movimento fascista pois controlam muito diretamente os aparatos do estado. Todo movimento fascista justamente é descartado quando isso acontece, como Hitler o fez em 1936.

O Partido Democrata e o identitarismo

Quase toda a “esquerda” mundial ficou torcendo pelo Partido Democrata (PD) porque Trump seria um fascista e o PD teria movimentos sociais e defenderia as mulheres, os gays e os negros.

Será mesmo?

A verdade é que o PD não teria futuro se não usa-se o identitarismo que o fortaleceu devido as loucuras de Trump.

As mulheres fascistas e muito ligadas ao complexo industrial militar se mostram prontas para voltar em cena. Hillary Clinton, Susan Rice e até Samantha Power, a ex-embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidos

A ex-conselheira de segurança nacional, Susan Rice, que foi cortada, sem cerimônias, da lista de possíveis vice-presidentes, em favor de Kamala, pode ser a próxima secretária de Estado. Concorre com ela o senador Chris Murphy que impulsiona a política de massacra o ISIS e de conter a qualquer custo o bloco da China e Rússia.

Mas a nova Margareth Thatcher, Kamala Harris, se prepara para entrar em cena em breve, substituindo o idoso Joe Biden.

Kamala Harris, como a primeira mulher procuradora geral da California, desde 2011, foi responsável por ter botado muitos negros, latinos e pobres na cadeia, até por portar um cigarro de maconha. Essa política era uma derivação da lei aprovada por Biden em 1994, ainda na era Clinton, a Lei de Controle ao Crime Violento, também conhecida como Lei Criminal Biden.

Kamala é da linha duríssima contra a Rússia e a Coreia do Norte. Ela não assinou um projeto de lei para impedir guerra contra a Venezuela e, novamente, contra a Coreia do Norte.

Como Conselheiro de Segurança Nacional estão na disputa Tony Blinken, ex-vice-conselheiro de segurança nacional durante o governo Obama-Biden.

Blinken foi muito próximo de Biden já na década passada quando trabalhou na Comissão de Relações Exteriores do Senado. No primeiro governo Obama-Biden, foi vice-conselheiro de segurança nacional e, depois, Secretário de Estado.

O substituto de Blinken como conselheiro de segurança nacional no segundo governo Obama-Biden foi Jake Sullivan, ligado a Hillary Clinton. Ele deverá voltar em cena em posição chave.

O atual governo do PD é uma continuidade do último governo Obama, que impulsionou sete guerras, os golpes de estados na Ucrânia, Egito, Tailândia, Honduras, Paraguai e até o golpe parlamentar em 2016, no Brasil, e assassinou milhares de pessoas com drones. A diferença é que agora essa política precisa escalar como saída para a maior crise capitalista da história.

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