GOVERNO BIDEN VAI AUMENTAR SANÇÕES CONTRA VENEZUELA

GOVERNO BIDEN VAI AUMENTAR SANÇÕES CONTRA VENEZUELA

Enquanto os governos europeus procuravam melhorar as relações com o governo Maduro e retira-lhe o reconhecimento ao palhaço de Juan Guaidó como presidente autoproclamando do país, o novo governo dos Estados Unidos, encabeçado pelos senhores da guerra Joe Biden e Kamalla Harris, reconhece Guaidó e aumenta as sanções contra a Venezuela.

O reconhecimento do palhaço de Guaidó por Biden como presidente da Venezuela demonstra que as políticas imperialistas agressivas contra a América Latina estarão no centro do seu governo. Ao mesmo tempo mostra fraquezas estruturais, pois evidentemente uma potência imperialista que tenha que recorrer a uma figura patética como Guaidó para impor algumas sanções contra um país do quintal traseiro o deixa numa situação pelo menos desconfortável quando comparada à superpotência que dominou quase todo o mundo (menos a União Soviética e satélites) depois da Segunda Guerra Mundial.

Já havia antes da posse de Joe Biden um consenso sobre a política externa norte-americana. Em entrevista à Reuters no início de dezembro do ano passado, o representante especial de Donald Trump na Venezuela e no Irã, Elliott Abrams, disse que, apesar da política oficial, temia que Biden pudesse aliviar a pressão sobre o governo de Nicolas Maduro. Mas tanto o Partido Republicano como o Partido Democrata são os gerentes do estado imperialista – tanto uns quanto os outros ajudaram a fomentar golpes militares e instalar governos alinhados aos interesses dos Estados Unidos para saquear os recursos da América Latina, além de uma miríade de atrocidades.

Biden, que disse no Twitter em julho de 2020, que era hora de “virar a página do regime corrupto e repressivo de Maduro”, mas provavelmente enfrentaria pressão para aliviar algumas medidas, incluindo restrições às importações de gasolina da Venezuela por razões humanitárias em meio à pandemia do Coronavírus.

Não é isso que realmente vai acontecer.

A Venezuela nas garras do capital

Conforme disse o secretário do Departamento de Estado, Anthony Blinken, a política oficial será endurecer as sanções para prejudicar ainda mais a economia da Venezuela. A pergunta que fica é por que os Estados Unidos aplicam essa política? Por que o governo dos Estados Unidos chama o governo da Venezuela de ditatorial e não tem a mesma atitude para com a obscurantista monarquia da Arábia Saudita por exemplo?

A Venezuela se recuperou depois da tentativa de golpe contra Hugo Chávez em abril de 2002, com uma certa redistribuição da renda petrolífera. Logo depois houve um lockout patronal que fez com que Chávez e suas bases radicalizassem o discurso contra o imperialismo norte americano falando em “Socialismo do século XXI” e até na criação de uma “V Internacional” que pudesse dar apoio à “revolução bolivariana” que ele estaria fazendo no país. Até um estado em paralelo, comunal, foi tentado.

Mas depois de sua morte em 2013, os problemas se agravaram com uma queda abrupta na produção de petróleo a principal fonte de divisas para o país. Isso mostrou que não é possível destruir o capitalismo por meio de reformas, sem nacionalizar os meios de produção, sem destruir desde baixo o estado burguês e substitui-lo por um estado de trabalhadores, sem romper com o imperialismo.

O povo venezuelano se encontra encurralado pelo imperialismo e pela própria Bolivo-burguesia.

Do fascismo ideológico às agressões militares abertas

Junto com Donald Trump, o chamado “Grupo de Lima” que pode ser considerado como uma associação criminosa de governos latino-americanos aliados dos Estados Unidos fez pressão e organizou várias tentativas de golpe na Venezuela. Trump tentou recuperar sua hegemonia total na região que já vinha tendo influência crescente dos chineses e russos, mas sempre tomando muito cuidado para não envolver abertamente o envio de tropas norte-americanas.

O governo dos Democratas vai tentar aquilo que Donald Trump não conseguiu. Em janeiro de 2019, o governo de Donald Trump, apoiado pelos presidentes de extrema direita Jair Bolsonaro e Iván Duque da Colômbia, tentou um golpe militar contra o governo Maduro. O plano, orquestrado por Mike Pompeo e o falcão Elliot Abrams, era acabar com o governo maduro e a direita, talvez liderada por Juan Guaidó como presidente da Venezuela. 

Poucos dias após a tentativa fracassada de golpe, com direito a um milionário concerto na Cidade de Cucutá, na fronteira com a Colômbia, Guaidó renovou sua autodenominação como presidente interino e continuou sendo reconhecido pelos Estados Unidos e mais 60 países. 

Ele dizia que as eleições de 2018 tinham sido inconstitucionais e que usaria “todo o peso do poder econômico e diplomático dos Estados Unidos para pressionar pela restauração da democracia venezuelana”. Que bela democracia pretendida pelo capacho do imperialismo, usar forças externas para retirar um governo eleito.

Os povos latino-americanos deverão entrar em movimento contra a brutalidade da política do governo Biden que inevitavelmente será muito agressivo na sua política externa para o seu quintal traseiro.

O governo dos senhores da guerra tem como objetivo fazer uma guerra de grandes proporções, com a possibilidade de matar milhões de pessoas, inclusive os próprios cidadãos dos Estados Unidos, como a “saída” capitalista para a própria crise. A guerra pode ter início em qualquer parte do Planeta e a Venezuela definitivamente não está descartada.

Os povos da América Latina devem se unir em torno de um programa anti-imperialista para barrar as imposições dos Estados Unidos e do governo belicista de Joe Biden.

VIVA A UNIÃO DOS TRABALHADORES LATINO-AMERICANOS!

ABAIXO O IMPERIALISMO NA REGIÃO!

ABAIXO QUALQUER GUERRA IMPERIALISTA NA AMÉRICA LATINA!

FIM DAS SANÇÕES ECONÔMICAS À VENEZUELA!

ABAIXO O GOLPE NA VENEZUELA!

Levante ! Organize-se! Lute!
A hora de Lutar é Agora!

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