O esquema de lavagem acontecia principalmente a partir da Agência de Foz do Iguaçu do Banestado, o então Banco do Estado do Paraná.

Doleiro – Capítulo 4 – Banestado, a Justiça dos mega-corruptos

A investigação do Escândalo do Banestado começou em 1997

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O promotor público federal encarregado do caso, Celso Tres, ficou surpreso ao ter descoberto que entre 1991 e 1996, teriam sido transferidos do Brasil aos Estados Unidos por meio do Banco Banestado os equivalente a US$ 125 bilhões. Esse valor posteriormente foi elevado a US$ 219 bilhões transferidos entre 1991 e 2002.

Um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro de corrupção do Brasil e do mundo.

O esquema de lavagem acontecia principalmente a partir da Agência de Foz do Iguaçu do Banestado, o então Banco do Estado do Paraná.

Essa cidade se encontra localizada num local estratégico, a Tríplice Fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai.

Por meio das chamadas contas CC5, os doleiros, os negociantes de dólares no mercado negro, vinculados a funcionários bancários e governamentais, usavam uma vasta rede de contas bancárias sob os nomes de laranjas ou de empresas fantasmas para lavar fundos ilegais da corrupção pública, fraude tributária e crime organizado, principalmente por meio do Banco do Estado do Paraná em Foz do Iguaçu. Assim surgiu “o caso Banestado”.

A investigação federal esteve indo a lugar nenhum até 2001, quando o então Superintendente da Polícia Federal, José Antônio Castilho, constatou que a maioria dos fundos tinham realmente desembarcando em contas na Agência do Banestado, em Nova York.

Castilho chegou a Nova York em janeiro de 2002 para realizar o necessário rastreamento internacional de dinheiro.

Por meio de uma ordem judicial, Castilho e sua equipe revisaram 137 contas no Banestado de Nova York, acompanhando US$ 14,9 bilhões. Em alguns casos, os nomes dos beneficiários eram os mesmos dos políticos brasileiros que serviam no Congresso, ministros e até ex-presidentes.

Depois de um mês em Nova York, Castilho voltou ao Brasil com um relatório de 400 páginas. No entanto, apesar das evidências esmagadoras, ele foi removido da investigação, que foi suspensa por pelo menos um ano. Quando o novo governo Lula assumiu o governo no início de 2003, Castilho voltou à investigação.

Em abril de 2003, Castilho identificou uma conta no Chase Manhattan Bank particularmente interessante chamada “Tucano”. Esse era o apelido do partido PSDB liderado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que esteve no poder antes de Lula e que sempre manteve laços muito próximos com as máquinas políticas dos Clinton nos Estados Unidos e dos Blair na Inglaterra.

Embora Castilho nunca tenha se apossado desse documento crítico, pelo menos dois congressistas brasileiros, dois senadores e dois promotores federais que mais tarde ganhariam fama como “estrelas” da investigação da Operação Lava Jato, Vladimir Aras e Carlos Fernando dos Santos Lima.

De acordo com matéria publicada na Revista Isto É de 3.09.2003, Carlos Fernando mantinha desde 1998, o “dossiê detalhadíssimo sobre o caso do Banestado e uma lista de 107 pessoas que figuram na queixa-crime sobre remessa de dólares via agência de Nova Iorque.” Sua esposa Vera Lúcia dos Santos Lima, trabalha no departamento de abertura de contas da filial do Banestado em Foz do Iguaçu.

A revelação tinha sido realizada por ninguém menos que Dario Messer, o rei dos doleiros, em 1996. Acusado de desviar US$ 228,3 mil de uma conta da agência do Banestado de Nova York. Em sua defesa por escrito, não apenas admitiu o desvio como revelou detalhes do esquema de captação e remessas ilegais de dinheiro para o exterior, relacionando 107 contas naquela agência em Nova York.

O porque e o como o documento, chamado de “bolsa de cadáver”, nunca chegou ao processo criminal é um dos tantos “mistérios” extras envolvidos em todo o enigma do maior escândalo de corrupção no Brasil. A pista é que Aras e Santos Lima manobraram para que esse documento nunca viesse a público.

Enquanto isso, existem relatórios “não confirmados” (várias fontes não registrariam isso) de que o documento sobre as 107 contas semi secretas poderia ter sido usado para extorsão total dos indivíduos, principalmente os bilionários, que figuram na lista.

Como molho extra na esfera judicial há o fato de que o juiz da primeira instância encarregado de enterrar o caso Banestado não era outro senão Sergio Moro, o mesmo que na década seguinte chegaria ao status de superestrela como o rei da Operação Lava Jato e subsequente ministro da Justiça sob o Governo Bolsonaro.

A enorme pressão para acabar com a investigação do Caso Banestado aumentou a partir do ano 2001. Nenhum político ou mesmo gerente de uma grande empresa foi considerado culpado. A maioria das empresas negociou acordos com a Receita Federal do Brasil e assim, encerrou qualquer ação judicial em relação à sonegação de impostos e qualquer outro crime.

A investigação acabou sendo fechada em dezembro de 2004. No ano seguinte, em 2005, entrou em cena o “Escândalo do Mensalão” que matava dois pássaros com uma única cassetada. Facilitavam a derrota do PT nas eleições que aconteceriam no final do ano, e o retorno da direita, ou pelo menos impunham a entrada do PMDB no governo do PT, que foi o que acabou acontecendo.

Ao mesmo tempo, a principal promotora das investigações, a Rede Globo, desviou o foco do “Escândalo do Banestado”, com o apoio de todo o sistema político, incluindo os autodenominados partidos de “esquerda” que, conforme veio a ser demonstrado também estavam envolvidos. Os irmãos Marinho, os donos da Rede Globo, haviam sido uns dos principais participantes nesse esquema mafioso.

Sergio Moro nunca indiciou o rei dos doleiros Dario Messer apesar das delações de vários executivos da Odebrecht no sentido do seu envolvimento.

É um segredo em alta voz que os doleiros que atuam na Tríplice Fronteira estão conectados com o tráfego de cocaína a partir do Paraguai. No esquema estão envolvidas algumas seitas evangélicas; é o chamado “Evangelistão do Pó”.

Foz do Iguaçu é um dos principais centros das operações negras da CIA e do Mossad e com ramificações muito explosivas.

O Delegado Castilho refere a existência de US$ 17 milhões que haviam sido transferidos à agência do Banestado em Nova Iorque e que dali foram movidos a Paquistão. Ele descobriu isso alguns meses após os atentados de 11 de setembro de 2001.

As linhas do narcotráfico mundial controlado pelo imperialismo norte-americano e Israel se cruzam, com a linha da heroína da CIA no Afeganistão.

Dario Messer como o elo perdido de Sergio Moro. O próprio Moro como um ativo do FBI, da CIA e do Departamento de Justiça.

Dario Messer

O Delegado José Antônio Castilho foi fundamental para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre o caso Banestado. Mas, mais uma vez, essa Comissão não levou a lugar algum. Não houve sequer uma votação em um relatório final.

No próximo capítulo, traremos alguns detalhes dos bastidores sobre como tudo acabou em pizza também no Congresso. Com a participação ativa de todos os principais partidos políticos. Você tem o direito de conhecer a verdade!

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