Quem empurrou o “trumpismo” a invadir o Congresso?

Quem empurrou o “trumpismo” a invadir o Congresso?

A grande imprensa burguesa deu enorme publicidade à tomada do Capitólio dos Estados Unidos por uma grande multidão de “trumpistas” (seguidores de Donald Trump) que protestam contra a fraude escancarada nas eleições.

Até aqui nada muito inesperado se considerarmos do que os abutres capitalistas que dominam o mundo são capazes de fazer para eles se salvarem da crise deles nos massacrando.

O que sim chamou a atenção foram as declarações da “esquerda” oficial brasileira, que hoje atua a serviço do Governo Bolsonaro na prática, em contra dos “fascistas trumpistas” e a favor das instituições “democráticas”. O verdadeiro objetivo é conseguir mais uma “legitimação” para a política direitista da “frente ampla”: todos contra Bolsonaro aqui e todos contra Trump lá. Valendo todo tipo de alianças com todo tipo de fascista e guerrerista semi disfarçado.

Na realidade, é claro que por detrás de Donald Trump há setores dos abutres capitalistas que o apoiam e impulsionam. O problema é que os lucros continuam com forte pressão à queda e somente têm sido mantidos com pornográficos repasses de recursos públicos.

O governo Trump não conseguiu entregar uma política de “saída real”, capitalista, da crise que passa por uma guerra importante. Nem sequer o fez em relação a Venezuela e o Irã, onde até fez o papel de ridículo.

Trump tinha sido imposto em 2015 por métodos “fraudulentos” também, conforme o próprio Comitê de Campanha do Partido Democrata o tinha denunciado.

As três políticas dos abutres capitalistas

Agora é a vez dos democratas serem impostos para entregar o que os abutres capitalistas precisam. O verniz foi inteligente, mas muito tênue: um conjunto de negros, mulheres, gays e imigrantes, mas que na prática são mais guerreristas e fascistas que os “trumpistas”; basta confirmar isso estudando os “currículos” dos principais figurões.

Os abutres capitalistas se valem de três políticas para impor seus interesses, o fascismo tradicional de massas (encarnado pelo “trumpismo”), o fascismo burocratizado ou bonapartista (encarnado pelos fascistas que estão sendo colocados para governar, mas sem base de massas) e as firulas da “democracia” um pouco mais tradicional que nas atuais condições de podridão generalizada do conjunto do sistema ficam cada vez mais relegadas a um segundo plano.

Estas três políticas concorrem e ao mesmo tempo se complementam.

O próprio Donald Trump pediu calma e mandou os manifestantes voltarem para as casas. É verdade que os fascistas são como pitch bulls dos quais é possível que se perca o controle, como aconteceu no caso de Hitler. Mas este não parece ser o caso neste momento.

Um certo fortalecimento do “trumpismo” permitirá enfrentar o inevitável ascenso de massas por métodos não convencionais nas ruas. Mas neste momento, os abutres capitalistas precisam da imposição de políticas ferozes a partir dos aparatos do estado, no melhor estilo George Bush Jr.

O papel dos verdadeiros revolucionários e anti-imperialistas deve passar longe de colocar-se a reboque de qualquer uma dessas políticas do imperialismo. É preciso organizar a luta de maneira independente de todos os setores da burguesia. Até porque a brutalidade das políticas do capital tende a provocar enormes revoltas e revoluções.

Levante ! Organize-se! Lute!
A hora de Lutar é Agora!

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