Por que os trabalhadores das demais categorias das 180 empresas públicas federais e as 250 empresas estaduais que se encontram no olho do furacão das privatizações a troco de pinga não entram em greve para fortalecer a greve dos Correios contra o Governo Bolsonaro e assim derrotar o massacre do Brasil?

Por que os Pelegos atuam a favor do Governo Bolsonaro? (cap.04)

Os convido a conhecer esta mafiosa história:

A gênese do peleguismo mafioso atual

Durante a Ditadura Militar (1964-1985), o movimento operário foi massacrado, principalmente a partir de 1968 quando foi promulgado o AI5 (Ato Institucional 5) com o objetivo de derrotar o ascenso estudantil e metalúrgico.

Os pelegos mafiosos da Ditadura Militar tratavam os sindicatos como a sua propriedade privada. Eram cartórios que funcionavam apenas para negociar as campanhas salariais. As assembleias eram muito esvaziadas no clima de terror generalizado. E a desculpa dos pelegos era mesma de hoje: não temos força para forçar nada, devemos aceitar as imposições do governo.

O movimento estudantil e as greves metalúrgicas, que ganharam força com a crise que se abriu a partir da crise mundial de 1974, colocaram os generais de joelhos.

No início da década de 1980, o aumento da inflação, do desemprego e da carestia da vida não conseguiram ser controladas pelas manobras do ministro da Economia, Delfim Neto.

Durante os anos de 1981 a 1983 mais de 1.500 sindicatos foram tomados pelas oposições sindicais classistas dos pelegos ligados à Ditadura. Isso levou à formação da CUT em 1983.

A burguesia tentou quebrar este processo por meio dos planos Cruzeiro, Cruzado e Bresser. Sob esta base e as fraudes nas eleições (por exemplo se valendo de centenas de sindicatos rurais), a Articulação Sindical do PT conseguiu controlar a CUT a partir de 1987, e começou a desarticular a oposição classista em aliança com o governo e os patrões.

O treinamento da AFL-CIO, a central sindical dos Estados Unidos ligada à CIA, e os sindicalistas alemães deram as cartas e o dinheiro.

A partir da queda do Muro de Berlim (1989) e com o chamado “neoliberalismo” começou a era da “democracia” em abstrato. Não havia mais patrões nem empregados; éramos todos “colaboradores”. O comunismo tinha acabado para sempre.

Além do “sindicalismo de resultados” impulsionado pela Força Sindical, por meio do Sr. Medeiros, ligado à AFL-CIO, começou a versão petista, impulsionada pelos alemães.

A partir de 1993, começaram as “câmaras setoriais” no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, dirigido pelo futuro ministro do Trabalho e hoje Deputado Vicentinho.

Nesse lindo Mundo de Alice, as privatizações e o massacre dos direitos dos trabalhadores corriam soltos.

O processo da imposição do “neoliberalismo” criou uma espécie de “comunismo para os ricos” e capitalismo selvagem para os pobres. Não tão selvagem como hoje, mas caminhando nesse sentido.

Em 1992, o Exército Brasileiro quebrou a greve da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) onde assassinou três operários. Foi o custo da primeira grande privatização.

A última grande resistência foi a dos petroleiros. A greve de 1995 que durou mais de dois meses culminou com a ocupação das refinarias pelo Exército. Os principais líderes das centrais sindicais ajudaram a quebrar a greve, dizendo que as donas de casa estava sem gás para cozinhar. Até Lula caiu nesse conto.

Greve dos Petroleiros

Assim começaram os governos de FHC, onde a metade do Brasil foi entregue a troco de pinga, gerando o maior esquema de propinas da história. O caso conhecido como escândalo do Banestado revelou que saíram do Brasil o equivalente a US$ 280 bilhões. Todos os grandes empresários nacionais e estrangeiros, políticos e até juízes e famosos apresentadores de televisão estiveram envolvidos como participantes de uma mega lógia mafiosa.

O segundo governo de FHC terminou numa crise tão grande que seu partido, o PSDB, fez um repasse amigável do governo para o PT nas eleições de 1992.

Naquele ano, aa cúpula do PSDB e do PT viajaram juntas aos Estados Unidos para promete-lhe ao genocida George Bush Jr. que todos os “acordos” que estavam sufocando o Brasil seriam respeitados pelo governo do PT.

O peleguismo mafioso durante os governos do PT

As greves que estavam se tornando importantes no final da era FHC foram contida pela “bonança Lula”.

Foi tudo muito bonito. 150 mil lideranças sindicais passaram a ocupar cargos de chefia nas empresas públicas ou a participar da farra dos cargos nos ministérios, numa festança de ascensão social.

O MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) praticamente acabou com as ocupações de terras. Os assentados começaram a se dedicar à eco-agricultura, sem quase nenhum apoio público, sobrevivendo de bolsas famílias e outros programas sociais, em situação muito precária.

As lideranças do MST se dedicaram a ganhar licitações públicas. As terceirizavam e ficavam com parte do lucro.

A farra da criação de centrais sindicais foi com vento a favor. Até hoje termos 14 delas. Todas as direções muito felizes com o dinheiro fácil do imposto sindical e outras regalias.

O dinheiro dos ministérios jorrava fácil para os movimentos sociais, e assim os corrompia.

A farra com a corrupção com os fundos de pensão dos trabalhadores das empresas públicas tinha se “democratizado”.

Os dirigentes da UNE (União Nacional dos Estudantes) e da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), controladas pelo PCdoB estavam muito felizes com a grana da farra das carteirinhas.

A roubalheira do suor dos trabalhadores tinha se “democratizado”. Agora participavam do bolo outros arrivistas mafiosos.

Algumas migalhas, pela primeira vez em muitos anos, sobravam até para os trabalhadores. Bolsa Família (R$ 80 por filho de famílias pobres), Bolsa Gás, FIES (facilidades para as pessoas entrarem à universidade e os abutres do setores encherem o rabo com o dinheiro do estado) e dezenas de programas assistenciais; 16 milhões de brasileiros foram retirados da pobreza extrema, enquanto os banqueiros ganhavam como nunca antes.

O Mundo de Alice começou a sofrer um forte solavanco com a crise de 2008 que chegou ao Brasil com força a partir de 2012, quando os altos preços das matérias primas sofreram uma forte queda.

Em 2016, os abutres capitalistas vieram com tudo para cima para resolver o problema do “comunismo” deles: manter os lucros e privilégios às custas do sangue dos trabalhadores.

As lideranças sindicais, dos movimentos sociais e dos partidos políticos ficaram penduradas em dossiês e passaram a fazer parte do circo montado para eleger o Governo de Jair Bolsonaro com governadores e parlamentares impostos pela maior fraude eleitoral desde a eleição de Washington Luís em 1926. O objetivo era massacrar a nação brasileira.

O movimento sindical tinha se apodrecido. Assim como os movimentos sociais ligados aos partidos políticos autodenominados de “esquerda”. Sobraram apenas pequenos agrupamentos marginais.

É preciso reconstruir os organismos de luta pela base

Era preciso retomar a resistência contra o massacre dos trabalhadores. Contra a entrega da metade do Brasil que ainda não tinha sido entregue. Contra a transformação do Brasil num Haiti, sob as botas de uma ditadura muito mais sangrenta e assassina que a anterior.

As duas grandes reações contra esse massacre têm sido as duas greves dos trabalhadores dos Correios. Principalmente esta greve, a maior da América Latina e a maior do Brasil desde 1995.

É preciso reconstruir a luta de novo, pela base, valendo-nos da experiência anterior para supera-la.

É preciso construir um sindicalismo classista e revolucionário, baseado em categorias nacionais que incluam todos os trabalhadores, sem qualquer vínculo com o estado e seus impostos nem com os patrões.

Por exemplo, no caso do Serviço Postal, a Categoria deve ter entre um e dois milhões de trabalhadores na base. O único sindicato deve ser mantido por meio de mensalidades dos próprios trabalhadores e os dirigentes devem ser revogados em qualquer momento, em caso de atuação contra os trabalhadores, devendo voltar ao trabalho a cada certo tempo.

É preciso que os trabalhadores construam suas próprias organizações políticas, sem nenhum vínculo com os partidos políticos mafiosos atuais, que levantem as grandes bandeiras para salvar o Brasil.

Gazeta Revolucionária está dando a sua contribuição nesse sentido, e conseguiu a “façanha” de em plena pandemia, impulsionar esta enorme greve contra o bloco dos pelegos sindicais mafiosos, das direções das Centrais Sindicais discípulas de Al Capone, da direção mafiosa do MST, da UNE e outros afins, dos partidos políticos mafiosos (todos assinaram a favor da PEC149 que privatiza os Correios), do Governo Bolsonaro, do qual os outros não passam de meros puxa sacos.

Se não houvesse Gazeta Revolucionária nos Correios, não teriam havido nem esta nem a greve anterior. E seria tudo a mesmice pelega que acontece nas demais categorias.

Gazeta Revolucionária está se agigantando, apesar de que todos esses mafiosos, inimigos do Brasil, tentam implodi-la. Mas essa luta agora está encarnando no povo trabalhador que começa acordar.

É a hora de passar por cima dos pelegos mafiosos e reconstruir o movimento operário classista e revolucionário pela base.

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