Para onde vão as relações entre China e os Estados Unidos?

Para onde vão as relações entre China e os Estados Unidos?

Recentemente, aconteceu um encontro de alto nível entre o governo dos Estados Unidos e o governo da China, em Anchorage, Alaska.

O resultado foi a exposição das crescentes dificuldades para ambas potências chegarem a acordos, enquanto as contradições escalam sem parar.

O capitalismo pressupõe a obtenção de lucros a qualquer custo, o que implica em contradições e em acordos. Não há nenhum problema moral (principalmente quando falamos em moral em abstrato) envolvido; são todos negócios.

No atual estágio de desenvolvimento do capitalismo, as contradições e o tensionamento das próprias leis de funcionamento têm sido levados a extremos. O bolo a ser repartido é menor. As dificuldades para extrair lucros da produção (como abrir fábricas por exemplo) é crescente. As manobras para estabilizar a queda das taxas de lucros têm sido cada vez mais agressivas.

Os lucros do ano passado foram ultra turbinados por repasses obscenos de recursos aos grandes capitalistas.

Enormes cartéis dominam o mundo. O aumento da concentração privada da riqueza e a massificação da pobreza está na base dos problemas sociais.

A época atual do capitalismo, o imperialismo, que é a fusão do capital industrial e do capital bancário, é uma época de guerras contrarrevolucionárias que andam de mãos dadas com as revoltas e as revoluções.

Uma reunião que mostrou o caráter de ambas potências 

Os Estados Unidos foram representados por Antony Blinken, o secretario do Departamento de Estado, e por Jake Sullivan, o conselheiro de Segurança Nacional.

Anthony Blinken é um dos falcões da direita norte-americana, ferrenho apoiador da invasão do Iraque em 2003, quando era o chefe de gabinete dos Democratas na Comissão de Relações Exteriores do Senado, então presidida pelo senador Joe Biden.

Dois dias antes do encontro em Alaska, o governo Biden aplicou sanções contra 24 altos funcionários do governo chinês e de Hong Kong. Biden não planeja remover as tarifas sobre as exportações da China.

As acusações sobre Hong Kong, Taiwan, os Uyghurs, o Mar do Sul da China, a reação comercial contra a Austrália e a disputa pelo controle da tecnologia, não se relacionam com nenhum “humanismo”, mas com o controle do mercado mundial e a saída do “salve-se quem puder” da crise.

Em grande medida, a reunião serviu para unificar o regime político contra a China em direção a crescentes enfrentamentos, que só podem ir na direção de uma grande guerra, como a “saída” capitalista à crise.

Os representantes da China foram Yang Jiechi, o responsável da Comissão de Assuntos Exteriores do Comitê Central do PCCH (Partido Comunista Chinês) e Wang Yi, o ministro das Relações Exteriores.

A posição da China é defensiva. A burguesia e a alta burocracia chinesa buscam manter acordos com o imperialismo, que tem aumentado os níveis de agressividade em todos os campos.

A China precisa expandir-se até porque precisa dar vazão à crescente automatização da produção. Se não o fizer, os problemas internos tendem a multiplicar-se, aumentando a desestabilização social.

Essa expansão implica no controle do mercado mundial. Programas como o Novo Caminho da Seda, o Made in China 2025 e o próprio planejamento até 2035 são inaceitáveis para a burguesia imperialista porque implicam na perda de mercados, no rebaixamento das posições na Ásia principalmente, e no confronto em setores estratégicos da economia, como o de tecnologia.

O capitalismo enfrenta a maior crise da sua história e a superação dessa crise implica na destruição dos volumes gigantescos de capitais fictícios, especulativos que têm se convertido em componentes intrínsecos da realização dos lucros e da reprodução ampliada do capital. A desestabilização seria muito maior que a de 2008; por esse motivo a burguesia busca contê-la a qualquer custo.

A crise capitalista é a base da entrada em movimento dos trabalhadores e das massas. Ao mesmo tempo a burguesia em crise coloca em cena políticas abertamente militares na tentativa desesperada para superar a crise.

O papel dos revolucionários é colocar em pé organizações de combate preparadas para organizar a luta dos trabalhadores e das massas que já começaram a acordar e que inevitavelmente se expandirá em escala mundial, rumo à revolução socialista mundial, à expropriação dos capitalistas e da burguesia.

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