O Irã enriquecerá urânio em 60%. Guerra nuclear à espreita?

O Irã enriquecerá urânio em 60%. Guerra nuclear à espreita?

Há alguns dias, o governo do Irão declarou que irá enriquecer o urânio em 60%, muito acima dos menos de 5% acordados no acordo nuclear estabelecido no governo Obama que foi abandonado pelo governo Trump.

Essa mudança aconteceu dias após os sionistas israelenses terem provocado um blecaute numa das usinas nucleares.

O governo dos aiatolás tinham colocado em funcionamento mil usinas após o assassinato do encarregado do programa nuclear, Mohsen Fakhrizadeh, e ainda mostraram as bases subterrâneas de mísseis que têm o poder de bloquear o Estreito de Ormuz e atingir todo o Oriente Médio.

A pergunta mais importante é se haverá uma grande guerra no próximo período. A “esquerda” oficial repete que não é possível porque uma guerra nuclear destruiria o Planeta.

Na realidade, o capitalismo enfrenta a maior crise mundial da história. E a guerra é a continuidade da política por outros meios conforme as palavras do célebre estrategista militar prussiano, von Clausewitz.

O imperialismo em crise é capaz de matar a própria mãe para salvar os grandes capitalistas da crise. Conforme disse o líder da Revolução Russa de outubro de 1917, o imperialismo é a época das guerras e das revoluções, o que obviamente não tem absolutamente nada a ver com a “democracia” em abstrato, que não passa de um leve verniz para encobrir a pior ditadura da história.

O que está por trás das movimentações militares no Irã?

O governo iraniano que representa os interesses de uma burguesia local que mantêm acordos com os russos e os chineses, aplica uma política defensiva como é típico de toda burguesia regional.

Dentro da sua política defensiva mantém importante influência sobre todo o Oriente Médio.

São os Guardas da Revolução Iraniana que estão por detrás do Hezbollah libaneses, os Houthis iemenies, a resistência palestina, na Síria e no Iraque, na Arábia Saudita e em todas as monarquias do Golfo. Esse foi um dos principais motivos pelo qual foi assassinado o general Qasem Soulemani, o chefe dos Quds, as forças especiais que atuam no exterior.

O governo iraniano é um aliado importante da China e da Rússia, o que é inaceitável para o imperialismo norte-americano e medianamente aceitável para o imperialismo europeu e japonês.

O capitalismo em crise precisa de uma saída. Essa “saída” passa pelo repasse da crise sobre as costas dos trabalhadores e dos povos, principalmente dos povos oprimidos. E só pode ser uma guerra importante.

O imperialismo norte-americano, apesar das balelas de que estaria tão fraco que seria facilmente derrotado pela China e a Rússia e que por esse motivo não irá a uma guerra, colocou em campo o governo (Biden/ Kamala) mais guerrerista desde a Guerra do Vietnã.

Isso não significa que os Estados Unidos vão detonar uma grande guerra de maneira programada para eles perderem. Mas avaliando o desenvolvimento da situação política junto com a crise econômica e as questões militares vemos que esse desenvolvimento é muito contraditório por causa das faltas de alternativas estruturais para superar a crise.

Essa falta de alternativas se relacionam com a própria ação das leis do capitalismo que se encontram tensionadas como nunca o foram antes. Esta é a base que possibilita a situação sair fora de controle. Esta é a base do ascenso de massas e da revolução mundial.

Na Segunda Guerra Mundial, o capitalismo matou quase 100 milhões de pessoas. Agora temos muitas guerras localizadas que têm matado milhões de pessoas. Uma guerra mundial poderá matar um, dois ou três bilhões de pessoas, mas o mais provável é que o capitalismo veja o seu túmulo.

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