CHINA: SOBRE PRESSÃO DOS PRÓPRIOS CAPITAIS PODRES
Nos países capitalistas, as grandes empresas só funcionam penduradas nas tetas do estado.

CHINA: SOBRE PRESSÃO DOS PRÓPRIOS CAPITAIS PODRES

O Sistema Falido

Nas últimas décadas principalmente os Estados Unidos e o Japão têm repassado volumes de recursos obscenos que têm lhes permitido funcionar na base da especulação financeira. Haruhiko Kuroda e Alan Greesnpan levaram essa política à estratosfera, mas ainda continua sendo a política oficial.

O governo chinês por meio do seu banco central, o PBOC liderado pelo Governador Yi Gang, está aplicando uma política para tentar controlar pelo menos uma parte dos capitais “fictícios” ou podres devido ao temor do contágio generalizado do sistema financeiro.

Ao mesmo tempo, dado que a China está no Planeta Terra e não em Marte, acelera a abertura do país à especulação financeira, e participa e disputa ativamente o mercado mundial, principalmente depois do XVII Congresso do PC Chinês que aconteceu em 2017.

De acordo com informações da Comissão Reguladora do Sistema Bancário e de Seguros da China, o volume de capital fictício só no “shadow banking” ou especulação financeira não controlada é de US$ 13 trilhões, ou quase 30% do total dos ativos financeiros.

O Vice premier Lui He anunciou um decreto para regula-lo o que incluiu o controle do IPO (lançamento acionário) do Ant Group de propriedade do bilionário Jack Ma.

Esta política já vinha se desenhando desde a crise da Bolsa de Xangai quando o Governo permitiu a falênca de Kaisa Group Holdings em títulos em dólar.

Com o aumento da guerra econômica com os Estados Unidos essa politica escalou.

Ao mesmo tempo, os governos federal e os locais emitiram o equivalente a US$ 2,5 trilhões em títulos públicos neste ano, o que conseguiu manter a economia em movimento, ao custo de um endividamento geral de quase 300% do PIB.

mercado de títulos públicos na China é de US$ 17 trilhões e aumentando, até porque as taxas de juros pagas são muito superiores ao dos países desenvolvidos.

Há um capitalismo bom hoje?

O objetivo do governo chinês não é erradicar os altíssimos volumes de capitais altamente parasitários do “shadow banking” que dispararam a partir das próprias medidas públicas para conter o contágio da colapso da crise capitalista mundial a partir de 2009.

O objetivo é incorpora-lo ao sistema regulado. Esse é mais um dos motivos pelos quais a China tem acelerado a abertura interna à especulação financeira e ao mesmo tempo, um dos componentes centrais do mercado mundial que busca controlar.

Perante a ilusão de algumas pessoas de que haveria um capitalismo bom e um ruim, devemos dizer que o sistema capitalista está globalizado, com cadeias de produção globalizadas altamente integradas.

Os capitalistas não atuam com vontade própria desconectada da realidade. Eles personificam o capital.

Os capitalistas chineses precisam se expandir, ir ao exterior, controlar mercados, até porque se não o fizerem poderão estourar os problemas “em casa”. E isso é o que os coloca na rota de colisão principalmente do imperialismo norte-americano que enfrenta a pior crise da sua história, indo para um novo colapso capitalista, o maior da história.

Essas pressões objetivas impõem a verdadeira “saída” capitalista para a crise, a guerra, que até hoje tem sido o mecanismo para dividir e/ou re-dividir o mercado mundial.

As guerras andam inevitável da mão do seu contrário, e vice-versa, as revoluções. O mesmo acontece com todos os fenômenos e componentes da sociedade e da natureza.

Para o próximo período, inevitavelmente, está colocado o enfrentamento aberto entre a burguesia e os trabalhadores em escala mundial, até por causa de um processo natural de desenvolvimento do capitalismo na sua fase mais podre.

As dores do parto da nova sociedade que passa pela expropriação do punhado de parasitas que domina o mundo ficam a cada dia mais ensurdecedores.

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